sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Terceiro trimestre da gestação da Isabel

Ai ai... o que dizer do terceiro trimestre de gestação da Isabel?!! Foi, simplesmente, PUNK!

Olha minha cara de cansada nessa foto! Afeee

Fiquei com os pés muito inchados, trabalhava como promotora de vendas e era obrigada a ficar o dia inteiro em pé, isso agravava ainda mais esse problema, o inchaço também deixou meu rosto (principalmente nariz) de um jeito que eu não gosto de lembrar por isso não tenho muitas fotos do finalzão da gravidez.

Eu suava em bicas! E justo o terceiro trimestre coincidiu com o começo do ano que é de bastante calor aqui em São Paulo, lembro das pessoas sempre me perguntando se eu estava passando bem, se minha pressão tinha caído ou alguma coisa parecida rsrs hoje eu dou risada mas foi um período muito difícil pra mim, em que eu me senti muito mal e nestes meses eu pensava sim em não voltar a engravidar nunca mais, imagina que gente doida que tem 2, 5, 7 filhos!!! Mas calma... hoje eu já mudei de ideia e já estamos planejando o próximo pra daqui alguns anos!

Dormir era impossível. Sentia muita azia, era uma sensação de queimação que vinha do estômago até a garganta, tinha que ficar quase sentada na cama pra tentar driblar o desconforto. Ia ao banheiro direto, quando conseguia dormir alguns minutinhos a vontade vinha e lá ia eu fazer xixi de novo.

A ansiedade bateu forte! Parto, contrações, hospital, cirurgia ou parto normal, será que o bebê já virou, trocar fraldas, amamentar, dar banho, vacinas... o peso da responsabilidade veio à tona e vira e mexe eu ficava pensando nesses assuntos, que também me tiravam o sono. As pessoas me perguntavam muito a data do nascimento, se não estava passando da hora (oi, para né?!), essa menina não sai daí nunca é?... e eu, uma mãe de primeira viagem, me deixava levar com esses comentários, fiquei encucada de verdade! Hoje sou bem mais esclarecida sobre esses assuntos e, se tivesse me informado melhor, teria uma gestação bem mais leve e despreocupada.

Leia também:

Primeiro trimestre de gestação da Isabel

Segundo trimestre de gestação da Isabel

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Amamentação: O que eu faria diferente!

Eu sei que a semana mundial de aleitamento materno já passou ( 1 a 8 de agosto) mas, digamos, que eu me empolguei com o assunto. Ao contar a minha experiência de amamentação vi que se eu pudesse voltar no tempo faria algumas coisas diferentes ( coisas que com o meu próximo baby pretendo fazer), e vou relatar neste post.

Menos vergonha de amamentar em público:

Nunca achei feio ou vergonhoso ver outras mulheres dando de mamar, pelo contrário, acho lindo, sempre achei! Mas quando chegou a minha vez eu tive. Tinha muito pudor com esse negócio de tirar o seio em qualquer lugar pra amamentar, eu, muitas vezes, preferia me recolher com minha filha pra conseguir amamentar confortavelmente. Só sei que, se eu fosse mãe novamente hoje, com certeza pararia com essa vergonha e alimentaria minha filha em qualquer lugar e a qualquer hora, como deve ser.

Manteria a amamentação exclusiva até o 6º mês:

Como disse no meu relato, a Isabel mamou só no peito até os 3 meses pois aos 4 eu voltaria a trabalhar, e desmamou definitivamente aos 6 meses. Hoje eu teria insistido mais na amamentação exclusiva dela. Compraria ou alugaria uma bombinha para extração do leite (bomba tira leite) e começaria a armazenar 15 dias antes de voltar ao trabalho.

Fotos: www.alobebe.com.br
Orientaria a pessoa que fosse cuidar dela à oferecer o leite no copinho. Acredito que a mamadeira foi a grande vilã da nossa experiência, ela não tinha mais paciência pra sugar o peito, deixava de mamar rapidinho e lá ia eu preparar a dita-cuja. Começou parando com as mamadas da manhã e aos 6 meses parou as da noite também.
Mas, pra falar a verdade, o que eu quero mesmo para o próximo é  não estar trabalhando e viver esse momento integralmente, da forma que eu sempre sonhei: só leite materno até os 6 meses! Nada de chás, água, leite artificial ou papinhas antes disso. Depois, iniciar a alimentação complementar com calma, sem o estresse que passei. E, pra finalizar, manter a amamentação até 1 ano, no mínimo!

Objetos para facilitar a amamentação:

-Compraria uma poltrona beeem confortável pra amamentar, se não tivesse espaço compraria uma almofada de amamentação, minhas costas e braços ficaram muito doloridos por não ter onde apoia-la.

Fotos: www.tricae.com.br

-Conchas de amamentação eu compraria duas, uma com base flexível ( que era a que eu tinha) e uma com base rígida ( é boa pra dormir, pois não vaza embaixo quando enche muito) compraria antecipadamente pois uma coisa que acontece com toda mulher que amamenta é seios vazando. Os bicos de silicone (protetor de mamilos) eu só compraria depois de ver se vai dar muita ferida ou não, quem usou diz que pode salvar num caso de muita dor ao amamentar.

Fotos: www.alobebe.com.br


-Absorventes de pano para seios ( ou discos de tecido laváveis para seios) compraria 2 pares com certeza . Quando ganhei a Isabel sempre usei os descartáveis que foram muito úteis nos momentos que eu saia por mais tempo, mas eles são muito caros (cerca de R$ 15,00 o pacote). Já o de tecido custa de R$10,00 a R$40,00),  lavô-tá-novo, são ecologicamente corretos, dá pra usar por muito tempo e ainda passar pra frente quando parar de amamentar!

1ª foto: www.mamaenatureza.net - 2ª foto: www.carinhodepano.com.br/

-Sutiãs para amamentação: Ganhei 2 e usei muito, até o desmame. Se eu tivesse mais experiência compraria pelo menos uns 4 antes de engravidar e mais alguns se a amamentação engrenasse da forma que eu esperava . É bom ter bastante pois suja muito, vaza leite e tem que trocar todos os dias no começo. Também compraria mais modelos diferentes, como o com costas nadador ou com bojo pois me sentia meio limitada na hora de usar alguma blusa.

1ª foto: www.tricae.com.br - 2ª foto: www.americanas.com.br



domingo, 11 de agosto de 2013

Os pais da minha vida

Na minha vida toda, sempre tive a sorte de conviver com figuras paternas maravilhosas, e hoje sou muito grata por todos eles.


Começando pelo meu pai, Valdeci, que é o homem mais generoso que já conheci, não sabe dizer não pra ninguém, tão sensível que chora ao ver noticiários. Mesmo separado da minha mãe desde que eu tinha 1  ano nunca foi um pai ausente, me ligava diariamente, participativo, visitava e me levava na casa dele sempre que podia. Ele é deficiente visual desde a adolescência mas nem por isso deixou de fazer nada nem de ir a lugar algum por causa disso, trabalhou muitos anos e se aposentou como auxiliar de enfermagem, hoje ele adora mexer nessas coisas de construção e é um baita d'um avô coruja.


Meu avô materno, Taciano (1ª foto) já faleceu, mas quem o conheceu nunca esquecerá do quanto ele prezava pela família. Fazia de tudo para ver todos bem e a família sempre reunida, apesar da distância que o separavam de alguns filhos e netos. Ás vezes ele era um pouco rígido conosco, mas talvez eu também aprontasse demais com meus primos, mas fazia parte do jeito dele de querer sempre as coisas certinhas.
Meu avô paterno, João (2ª foto), tem um humor fora de série, respostas pra tudo na ponta da língua, praticante de bulling, pasmem, com os próprios netos! Mas de um jeitinho fofo que não me traumatizou rsrs As más línguas diziam que ele guardava dinheiro embaixo do colchão, deve ser por isso que ele sempre tinha uma moedinha pra dar gente comprar doce.


E pra finalizar minhas homenagens de dia dos pais, meu sogro Manoel, e meu marido e papai recente Wagner. Meu sogro faz o tipo marido que toda mulher quer ter, diz amém pra tudo que minha sogra fala! kkk brincadeira, mas ele é um apaixonado assumido mesmo. Super protetor da neta, quando vem aqui em casa só se ouve: Cuidado! Machuca! Vai cair! Outro vovô coruja.
Meu marido tem aprendido a ser pai assim como eu a ser mãe, e leva jeito pra coisa viu! Tem uma paciência do tamanho do mundo ( invejo tanto isso nele! kkk). É o seu segundo dia dos pais mas tenho certeza que este será mais marcante pois a Bel já consegue demonstrar carinho, com beijinhos e abraços, quem sabe ano que vêm não role um " Feliz dia dos pais, papai!".

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Minha experiência de amamentação

Pra fechar a Semana Mundial de Aleitamento Materno venho contar como foi que aconteceu a amamentação por aqui, comigo e com a Isabel.

Antes do nascimento:
A amamentação sempre foi algo extremamente natural pra mim, nunca passou pela minha cabeça não amamentar. Eu também não tinha ideia dos benefícios pra mãe e pro bebê que essa alimentação proporcionava, tampouco imaginava que algumas mulheres tinham muitas dificuldades, dores e acabavam desistindo.
Meus seios cresceram um pouco na gravidez, nunca ficaram doloridos, pesados, nem saiu nadinha de colostro antes. E eu também nunca encuquei com essas coisas de "não vou ter leite!" por causa desses fatores.
Preparação do seio?! Não preparei!
Bico invertido?! Nem sabia o que era isso!
Acessórios pra amamentar?! Não comprei!
Sim, parece que eu vivia num mundo paralelo! E por essa naturalidade estar tão embutida em mim, na minha gestação, eu nunca pesquisei sobre nada relacionado a este tema.

Após o nascimento na maternidade:
Em menos de 1 hora após a cirurgia eles me vestiram uma espécie de tomara que caia e a Isabel foi colocada dentro dele, a enfermeira me orientou a tentar amamenta-la, e é impressionante como parece que ela e eu já havíamos feito isso a vida toda. Não sei se saiu leite mas a Isabel sugou bastante, eu só sabia admirar meu milagrinho!
Já no quarto da maternidade ela intercalou momentos que pegava bem o bico e momentos que ficava muito nervosa porque não conseguia, acordava acho que de 1 em 1 ou 2 em 2 horas, ainda nesses primeiros dias meu bico do peito começou a rachar e cada vez que a Bel ia começar a sugar eu fechava o olho e me encolhia toda de dor. As enfermeiras da USP foram muito atenciosas, me ensinaram a pega correta, passar o próprio leite no peito pra rachadura, foram lições muito importantes pra mim que não sabia de nada.
Em um momento cheguei a me preocupar se meu leite seria suficiente, uma outra mãe que compartilhava o quarto comigo estava sempre com a camisola molhada de leite. Neste momento meu leite ainda não tinha descido de vez, somente o colostro estava lá para imunizar e fortalecer a Bebel.
Ela ganhou o peso necessário e depois de 3 dias fomos pra casa.

Após o nascimento, já em casa:
Fiquei na casa da minha vó até o 20° dia da Isabel, e sabe como é vó né gente?! Dá-lhe canjica, canja, sucos de todos os tipos pra dar leite... hehehe Uma fofa minha vó!
E lá, aí sim, o leite veio e veio com tudo! Comprei uma concha de amamentação e foi a salvação pra conter tanto leite (também ajudou a cicatrizar o bico machucado pois evita o contato do seio com o sutiã e, quando está cheio o próprio leite fica em contato com o bico e ajuda ainda mais pra curar os machucados).
Hoje me envergonho disso mas eu dizia que esse era o grande problema de amamentar, estar sempre com os seios molhados, vazando, cheirando a leite, e por diversas vezes pensei em desistir por essa razão. Como eu era tola! Tive muita sorte, isso sim, hoje sei dos casos de mães que sofrem com machucados, sangue e até pus no bico do seio, o meu parou de doer em menos de duas semanas e a vazação parou antes dos 2 meses da Isabel.
Quando ela completou 2 meses ela virou uma menininha bem dorminhoca, dormia a noite toda. Resultado: seios empedrados! No começo doeu muito, tive febre, acho que foi o começo de uma mastite, digo que acho pois não cheguei a ir no médico ver o que estava acontecendo. Contornei a situação colocando o relógio pra despertar 2 vezes durante a madrugada e esvaziava as mamas, passou.

Desmame:
Quando ela tinha 3 meses já comecei a introdução dos alimentos sólidos e a acostumá-la com a mamadeira de leite artificial pois quando ela completasse 4 meses eu teria que voltar a trabalhar. Aí já viu! Não demorou muito pra ela perceber que é bem mais fácil sugar o leitinho na mamadeira do que no peito e assim paramos de vez com a amamentação aos 6 meses.


Depois que os incomodos passam amamentar se torna muito prazeroso, fácil, gratificante.Foi muito boa essa experiência,mesmo que tenha sido por pouco tempo.

#SMAM2013 #SMAM #semanamundialdoaleitamentomaterno #semanamundialdaamamentação
 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Como apoiar a mãe que está amamentando?

No post anterior eu falei sobre a Semana Mundial de Aleitamento Materno  e sobre o seu tema que é "Apoio às mães que amamentam". Mas você sabe como dar esse apoio?  Neste post quero apresentar algumas dicas de como você que tem algum familiar ou amiga que está amamentando pode incentivar esse momento especial e importante pra saúde do bebê e da mãe.

1- Ajuda "de vó":

É aquela boa e velha ajuda que a gente, geralmente, recebe das pessoas mais próximas: mãe, sogra, vó e marido. Mas essa ajuda não precisa vir necessariamente dessas pessoas que citei. Foi visitar o neném de uma colega? Se ofereça pra lavar a louça, leve alguma coisa pro lanche ou para o almoço. A visita é para uma amiga mais próxima? Então cozinhe pra ela e aproveite pra deixar alguma coisa congelada, lave a roupa suja da família, fique com o bebê pra mãe tomar um banho caprichado, passe a montanha de roupa suja que se acumulou.
Muitas vezes o bebê fica um tempão mamando e, enquanto isso, a mãe não tira as coisas que ela tem pra fazer da cabeça. É estressante, tira a tranquilidade que ela deveria ter neste momento. Temos o costume de pensar que essas pequenas coisas não ajudam, mas ajudam sim, e bastante!


2- Seja atencioso na hora de escolher os presentes:

 Mamadeiras e chupetas devem ficar longe das suas opções de presentes. São acessórios muito pessoais e cabe somente aos pais decidir se o bebê vai usar ou não e escolher o modelo que mais agrada. Alguns acreditam que faz o bebê desaprender a pegar o seio (a famosa confusão de bicos) então só deve ser usada quando a amamentação já estiver bem estabelecida, quando tive a Isabel pesquisei sobre esse assunto e há controvérsias, na dúvida decidi não arriscar. 
Prefira presentes que apoiem o aleitamento materno como: almofadas para amamentar, conchas de silicone, absorventes laváveis para os seios, sutiãs de amamentação, poltrona da mamãe, garrafinha de água ( amamentar dá uma seeede!), bombinha elétrica ou manual de extração de leite, potes especiais para o armazenamento do leite, bico de silicone ( só deve ser usado como último recurso, no casa de muita dor ou fissura ao amamentar), livros sobre o tema, etc.

3- Palpites?! Só se for apoiando a amamentação no peito:

Apesar das crenças populares não serem comprovadas cientificamente, eu acho muito bacana quem chega dando esses conselhos. Por exemplo pra rachaduras nos seios: passar casca de mamão, esfregar com esponja vegetal, tomar sol nos mamilos, passar o próprio leite. Ou para ter mais leite: tomar canjica, beber bastante leite... pelo menos é sinal que a pessoa torce pelo seu sucesso na amamentação!
Agora frases do tipo "O seu leite é fraco e seu filho é gordinho! Dá logo mamadeira pra essa criança!" não ajudam em NADA! Imagine só, seios doloridos pois o bebê ainda não sabe mamar direito,exaustão pelo fato do bebê chorar de hora em hora com fome, aí vem alguém e fala isso?! Nenhuma mãe quer ver seu filho com fome! É um passo pra ela desistir de vez com a amamentação.
Outra frase bem comum é "Seu seio é muito pequeno, você é muito magrinha (ou) seu mamilo é plano/invertido você nunca vai conseguir amamentar!", TUDO MITO! E além disso são frases que desestimulam a mulher que quer e sonha em amamentar seu filho.
Quer ajudar? Pesquise sobre a dificuldade que ela está passando, indique links, se não entende do assunto, aconselhe que ela procure um banco de leite mais próximo, lá eles são craques em tudo referente à amamentação. Conte sua experiência sempre sendo sincera, mas, mesmo que não tenha dado certo pra você, apoie para que dê certo para essa mãe.



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sábado, 3 de agosto de 2013

Semana Mundial de Aleitamento Materno #SMAM2013


Dia 01 de agosto começou a Semana Mundial de Aleitamento Materno ( #SMAM2013), o tema deste ano é "Apoio às mães que amamentam".

Ao ler o tema tentei refletir o quanto o apoio é necessário para ter sucesso na amamentação:

Os primeiros dias com um bebê recém nascido em casa são muito cansativos, toda a rotina da família são reconfigurados para atender as necessidades dele, que é mais frágil e precisa de toda atenção do mundo! No meio dessa mudança está a mãe que, não podemos negar, é a pessoa que mais se doa e é solicitada por ele. A mulher fica cansada, com sono, mal consegue se alimentar e tomar banho direito, sente o bico do peito dolorido por conta da amamentação, eles vazam direto, e o bebê, aaa o bebê!!! Chora de hora em hora querendo mamar!!!Socorro!!!! ( quantas vezes sentei com a Isabel no colo e chorei em um momento desses).
Nesta hora é importante o apoio positivo das pessoas que convivem com a mulher que está amamentando, não só ajudando com o bebê (olhando pra mãe comer ou tomar banho) ou com as coisas da casa (lavando roupa, cozinhando, limpando), mas incentivar como um todo para que as primeiras semanas de amamentação ocorram bem.
Passadas essas primeiras semanas o bico do seio volta ao normal e as rachaduras saram, o leite sai na quantidade certa pois já está adaptado à demanda do bebê, o recém nascido já está espertinho e consegue mamar mais por menos tempo, ele fica saciado rapidamente e não fica pendurado na mãe por horas e horas... aí minha amiga!!! A amamentação se torna o momento mais prazeroso entre você e seu filho (a), um tempinho de intimidade, vínculo, afetividade...

Por isso vale à pena persistir, e quem têm uma amiga, parente, vizinha que está amamentando, apoie e incentive!

#SMAM2013 #SMAM #semanamundialdoaleitamentomaterno #semanamundialdaamamentação
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O terceiro trimestre e gestação




 A reta final da gravidez: no 7° mês seu bebê já pode ter ultrapassado 1 kg, no 8° ele pode ter entre 1 kg e meio a 2 kg e no 9° mês ele provavelmente estará com quase 3 kg. No nascimento pode chegar até 4 kg (dependendo muito da genética do casal).

Contagem dos meses na gestação: Tecnicamente, se formos contar de 4 em 4 meses, o nono mês dá com 36 semanas de gestação. Mas o nascimento acontece até a 40ª semana (em alguns casos se estende até a 42ª). Isso acontece pois os médicos costumam calcular o tempo de gestação de acordo com a data da última menstruação (e não da fecundação ), ou seja, quando você ainda não está gravida. A fecundação acontece no período de ovulação entre a segunda até a terceira semana após a menstruação, e ainda tem os casos das mulheres que não lembram a data da última menstruação e chutam qualquer data pro médico ( Tipo eu! hehehe). Por isso dá esta "errinho" na contagem das semanas.
Esse calculo também pode ser feito por ultrassom medindo o tamanho do saco gestacional ou do embrião, quanto antes for feito mais preciso será o resultado.

É o momento de maior mudança corporal tanto pra mãe quanto pro bebê, os dois ganham bastante peso nessa fase. Essa mudança traz consigo alguns sintomas indesejáveis como inchaço nas pernas e pés, cãimbras, dor nas costas, varizes. A pressão da barriga sobre o estômago, diafragma e bexiga causam, respectivamente, azia, falta de ar e sensação de estar sempre com vontade de fazer xixi. Todos os sintomas citados acima trazem uma boa dose de insônia no terceiro trimestre, há quem diga que já é uma preparação para as noites sem dormir que virão após o nascimento e isso faz todo sentido! :)
O cansaço é extremo! Se for possível, tente dar uma diminuída no ritmo de trabalho (carregar peso nem pensar) e peça ajuda nos afazeres domésticos. Mãe, amiga, vó, vizinha...não tenha vergonha de pedir ajuda!


A ansiedade é grande e motivos não faltam para fazer do terceiro trimestre os meses mais difíceis de toda gestação. Muitos pensamentos e emoções passam pela nossa cabeça: Como será a hora do parto?  Como são as contrações? Será que o pós parto vai ser complicado pra mim? Vou me adaptar à rotina com um recém nascido? Como darei conta da casa (e dos outros filhos)? O bebê está quase chegando e muita coisa ainda não está pronta! Será que meu neném vai mamar bem?...Todos esses questionamentos e a ansiedade são perfeitamente normais e passam pela cabeça de toda mamãe ( principalmente das de primeira viagem).
Se informe o máximo que puder, procure sites e livros especializados sobre os assuntos que mais lhe atormentam isso ajuda a driblar a ansiedade. Conversar com pessoas de confiança também ajuda muito( mas lembre-se que cada um vai tentar te ajudar a partir de suas experiências pessoais, então filtre bem o que será útil ou não pra sua realidade). Falta algum preparativo? Mala de maternidade? Lembrancinhas? Cortina do quartinho? Então faça já o que é prioridade pra você! (ou delegue alguém pra fazer hehehe) ver as coisas prontas também ajuda a acalmar e se não der pra fazer, não deu ué!!! Seu bebê não precisa de enfeite de porta bonitinho pra ser mais feliz.

Muita calma nessa hora! Curta os últimos momentos com o barrigão, acaricie e converse bastante com seu bebê! Falta pouco pra ter seu tão esperado e desejado filho(a) nos seus braços!